Michele Malta
domingo, 24 de outubro de 2010
Nunca me esqueci de pessoas que passaram em minha vida, cada aperto de mão, cada sorriso, cada olhar. Guardo tudo comigo e vou levar para sempre, nunca quis nada de ninguém, mais tomo conta do que me faz bem. Já fingi estar errada só para agradar pessoas e já errei para magoá-las também. Entre erros e acertos fui crescendo e descobrindo como é viver, tive tempos de loucos amores e também tive tempo sem amores. Não cobro que ninguém me entenda pois eu não tento entender ninguém, se me disser algo e eu disser que acredito realmente acreditei, mais se eu me calar não adianta repetir. Palavras são necessárias mais ainda prefiro atitudes, o comum é tedioso e o repetitivo também, assumo que não sei me controlar e quando estou nervosa ao meu lado não é um bom lugar, adoro o retrô mais odeio o clichê. Quero estar sozinha e rodeada de gente, quero um canto, quero o mundo. Quero ter tudo dentro do meu coração.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
"Farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo, por causa das pessoas. Às vezes o amor que se dá pesa, quase como uma responsabilidade na pessoa que o recebe. Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz... Também é bom porque em geral se pode ajudar muito mais as pessoas quando não se está cega de amor."
"Eu preciso aprender a ser menos. Menos dramática. Menos intensa. Menos exagerada. Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho. Mas eu preciso. Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma. Porque eu preciso. E preciso muito. Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda.
"A vida se aprende nas perdas. É perdendo a liberdade que a gente descobre que não se encaixa, é perdendo alguém que a gente descobre que não vale a pena lutar por futilidades, é perdendo o apoio que a gente descobre que o resto do mundo não para só porque nosso mundo parou. A gente vai aprendendo a viver assim, na marra, no grito, no sufoco, no impulso.
"Tem muita gente que se distrai e é feliz pra sempre, sem conhecer as delícias de ser feliz por uns meses, depois infeliz por uns dias.... Viver não é seguro. Viver não é fácil. E não pode se monótono. Mesmo fazendo escolhas aparentemente definitivas, ainda assim podemos excursionar por dentro de nós mesmos e descobrir lugares desabitados em que nunca colocamos os pés, nem mesmo em imaginação. E, estando lá, rever nossas escolhas e recalcular a duração de "pra sempre". Muitas vezes o "pra sempre" não dura tanto quanto duram nossa teimosia e receio de mudar."
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